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23.01 18:00 Tecnologia e Comunicação nas arenas multiuso
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Sem dúvida alguma, além das seleções e delegações esportivas, as grandes vedetes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 serão os estádios, as arenas onde serão realizadas as competições. Como grandes obras de engenharia – construídas, ampliadas ou completamente reformadas - esses locais também estarão no centro das atenções da mídia mundial, bem como dos milhares de torcedores brasileiros, e, logicamente, dos visitantes que estarão no País para acompanhar os torneios.
Entretanto, não basta erguer uma bela arena para que tudo funcione, satisfazendo as necessidades do público. É necessário oferecer mobilidade, conforto, segurança, organização e “experiências únicas” às milhares de pessoas e profissionais que estarão lá dentro. Para isso, é fundamental o uso intensivo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
As Copas e Olimpíadas recentes, em especial a Copa de 2006 na Alemanha e a Olimpíada de Beijing 2008, mostraram ao mundo o que a Tecnologia da Informação pode agregar às arenas esportivas, tornando-as, muito mais que palcos de partidas de futebol ou de disputas de atletismo, um espaço multiuso de longo prazo, que pode receber shows, espetáculos, exposições, congressos, entre outros tipos de eventos.
Nosso desafio - e também, nossa oportunidade -, como promotores dos dois maiores eventos esportivos em todo o mundo, é fazer com que todo o investimento que vem sendo feito nas arenas seja útil por décadas, seja um legado positivo. Para isso, um bom projeto de arena deve contemplar tecnologias modernas e seguras e que, ao mesmo tempo, preservem o investimento realizado, podendo suportar novas soluções ao longo dos anos, considerando inclusive custos com manutenção e a vida útil dos sistemas envolvidos. Temos que lembrar que só será válido se pudermos desfrutar de todo o legado por anos, após a Copa e Olimpíadas, e não somente como uma vitrine que irá aparecer para o mundo apenas no período dos eventos.
Indiretamente, esses espaços modernos que estão sendo criados, e que tem como principal objetivo sediar a realização de esportes, têm um caráter social importante, pois contribuem para o desenvolvimento regional em função do aumento do fluxo de turista, da criação de centros de lazer e treinamento, da atração de investimentos e da geração de empregos.
Para nós que ainda não temos por aqui uma arena com essas características, tudo isso pode até parecer algo por demais futurista ou irreal, mas não é. Toda essa tecnologia está disponível e pode ser implantada, mas para isso precisamos de bons projetos pensando no legado e não apenas, como é comum no Brasil, tratarmos o imediatismo.
Por José Carlos Rodrigues da Silva - gerente de projetos especiais da NetService
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