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Da Redação
  19.11  01:00   Luiz Carlos Goedert, Diretor da Rede REGIONAL, é o nosso entrevistado.
 
Revista Making Of - Comunicacao, Publicidade, Propaganda, Marketing, Entretenimento, Cultura, Eventos, Vaga de Emprego e Web em Santa Catarina

Making Of entrevistou Luiz CarlosGoedert, Diretor da Rede Regional. Goedert conta como um Bacharel em Direito e Técnico Contábil virou empresário de comunicação, comandando jornal, revista e rádios com grande sucesso e aceitação de ouvintes, clientes e agências, e da longa luta que trilhou para conquistar um lugar ao sol nesse mercado tão disputado na Grande Florianópolis. 

Making Of -
Você tem formação acadêmica em direito e técnico contábil. Como você foi parar na área da comunicação? E se já gostava dessa área antes, por que não escolheu um curso superior que tivesse mais a ver com comunicação?

Luiz Carlos Goedert – Nem eu sei direito... Mas em algum momento da minha vida, me envolvi muito com música, público, evento. Foi quando fundei uma entidade (LSB) juntamente com mais 25 amigos de colégio. Era 1984 e um dia dei a idéia de realizar um Show de Calouros em minha cidade – Santo Amaro da Imperatriz – nos mesmos moldes do que era realizado pelo Silvio Santos na televisão. Foi um sucesso sensacional, pois foi um evento que abriu espaço para os novos talentos e para quem já tinha algum talento e se apresentava em barzinhos, shows, etc. Fiz e apresentei 21 shows ao longo de cinco anos. Mesmo envolvido nesta área nunca me passou pela cabeça fazer algo relacionado ao jornalismo, a comunicação. As coisas aconteceram por acaso. Um dia, quando a rádio cidade “bombava” na audiência na região, fui até pedir apoio para divulgar uma edição dupla do show de calouros que realizaríamos. Fui recebido pelo diretor da rádio, Ismael Fabião, que deu total apoio ao evento, me colocando no ar para dar entrevistas, colocou a rádio direto de lá... Foi o maior sucesso. Foi quando me deu estalo de que poderia ter uma rádio. Mas isso é outra história...

MOF - Hoje você é um profissional respeitado no mercado. Mas até chegar onde está, deve ter passado por certas dificuldades. O que você levou de melhor para si, com os obstáculos que enfrentou?

LG – Construir uma imagem de respeito, de credibilidade leva tempo e não tem como comprar no supermercado da esquina ou pela internet. Pagamos a duras penas dia após dia com muito trabalho, persistência e honestidade. Acho que o melhor de tudo isso que aprendemos nesses cinco anos que estão para completar em abril próximo, é a sensação de liberdade, de tranqüilidade de quem usou apenas o trabalho para crescer. Não corrompemos, não chantageamos, não forçamos nada que não fosse pelo trabalho. E isso só sente que pratica de verdade. Olho prá trás e me emociono, às vezes, em comprovar que apesar de um mundo 100% material do “rouba, mas faz”, nós conseguimos humildemente somente no trabalho e na persistência. É bom que se registre: Não consegui isso sozinho não... Há toda uma equipe anônima nos bastidores que ajudou dia a dia.

MOF - Como você consegue dar conta de ser locutor, diretor, administrador e empresário ao mesmo tempo?

LG – Locutor eu sou por entretenimento. Quando estou no ar, me divirto, relaxo. É realmente muito gostoso o contato com os ouvintes. Pessoas que você nem conhece passam a ter um laço de amizade muito legal. Dirigir a rádio é outra “cachaça”. Eu sempre fui assim na minha vida. Gosto de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Na REGIONAL as atividades são bem divididas e no final todos se salvam.

MOF - O primeiro passo foi criar o Jornal Regional. Como isso aconteceu?

LG – Quando decidi criar e lançar o jornal O REGIONAL, em agosto de 1988, constatei que ter uma rádio não era muito fácil. Resolvi encurtar caminho e começar com o jornal, apesar de dar continuidade ao projeto da rádio. Os municípios de Santo Amaro, Palhoça, Águas Mornas, São José eram órfãos de jornais locais. Deu certo. Comecei quinzenário e passamos a semanário. Hoje é outra realidade, depois de 21 anos quantos jornais locais a região possui? Tem que fazer um censo, de tantos que surgiram.

MOF - Do Jornal, surgiu à emissora de rádio. Como foi esse processo todo? Montar a plástica da emissora, vinhetas, escolher a programação musical, equipe, identidade visual?

LG – A montagem da emissora foi um grande desafio. Desde o parque de transmissões, estúdios, grade de programação... Foi uma grande experiência. Contei com a participação de profissionais conhecedores do assunto, mas tive participação direta em tudo. Até porque tinha uma noção de que rádio eu queria oferecer ao público.

MOF - Como a Regional FM conseguiu crescer tanto em tão pouco tempo?

LG – Com uma programação fixa, bom sinal e muito investimento em marketing todos os dias. Por três anos a fio eu não vivi outra coisa se não esta rádio. Quem falava comigo deve até ter me chamado de chato, porque eu só pensava na REGIONAL, diariamente, 24 horas. Agora Está mais calmo, mas no começo foi foco total.

MOF - Qual o diferencial da Regional FM com as demais emissoras?

LG – Primeiro que nós temos uma programação 100% local, não estamos vinculados a redes de São Paulo. Segundo é a liberdade que isso proporciona a uma emissora.

MOF - Você escuta as emissoras de rádio concorrentes?

LG – Não, ouço sempre e somente a REGIONAL. Como sou responsável pela criação de promoções, acho que se ficar ouvindo as concorrentes as promoções correm o risco de ficarem iguais.

MOF - Qual a fórmula mágica da Regional FM para que ela se mantenha em primeiro com altos índices de audiência?

LG – Não existe mágica. Existe trabalho e foco. Nosso foco é no ouvinte. Investimos bastante em pesquisas para saber o quê o público quer. As tomadas de decisões sempre têm a base nisso.

MOF - Além do jornal e da rádio, existe também a Revista Regional FM. No que isso agregou a empresa?

LG – A REVISTA REGIONAL é a rádio materializada, impressa. Na verdade pode não agregar muito à audiência, mas fideliza o nosso público o que, a longo prazo, é muito valioso.

MOF - O que um profissional de comunicação tem que ter para fazer parte da equipe da Regional?

LG – Competência e vontade de fazer acontecer. Há profissionais aos montes no mercado, mas muita gente apenas querendo ser mais um

MOF - Qual a relação da Regional com seus clientes e anunciantes?

LG - Uma relação profissional de longevidade, porque nossas ações são sempre visando o resultado ao cliente. Fizemos a nossa parte como se fossemos parte integrante do negócio do cliente. Se ele nos escolheu para anunciar, é porque ele espera resultados. Nosso posicionamento no mercado é sabido por todos. Temos posicionamento sobre custo/benefício. Não abandonamos nossos clientes iniciais, lá do comecinho da rádio e buscamos parcerias com mão dupla. Para nós e para o cliente. Acredito que temos um dos melhores profissionais atuando na área comercial, que é o Adilson Silva. Sua postura de cumprir o prometido é a sua marca registrada casa bem com a REGIONAL. No relacionamento financeiro temos a Aurélia que é atuante e competente quando se fala em cobrar e também em pagar. Todas as agências de publicidade têm um relacionamento muito bom conosco e isso conta muito para uma empresa nova como a nossa.

MOF - E com seus ouvintes?

LG – Os ouvintes são o motivo da nossa existência. São eles que nos dão a audiência que o nosso cliente busca. São os ouvintes que nos ajudam a acertar na programação, porque se for para fazer rádio que não seja para o ouvinte, eu estaria fora desse “barulho” todo. Os ouvintes têm um carinho muito grande pelos nossos locutores, pela rádio, pela revista... É dez!

MOF – Neste ano a REGIONAL fechou uma parceria com o Grupo RBS, através do jornal HORA. Como está sendo esta parceria?

LG – Somos uma emissora independente e isso nos credencia a buscar parceria com todos os demais veículos de comunicação sediados na região. Esta parceria com o jornal HORA foi importante para mostrar a seriedade que a nossa empresa atua no mercado. Se um grupo forte, importante e correto que é o Grupo RBS fecha uma parceria com um veículo de comunicação que não faça parte do grupo, acho que é porque esse veículo tem os seus méritos. Estamos sempre abertos às parcerias. Por isso estão em andamento parcerias com a RBS, com a SBT-SC e com a RIC, além de outros veículos locais, como os jornais Palavra Palhocense, Biguaçu em Foco e Jornal do NORTE DA ILHA.

MOF - Hoje, quando você para pensar em tudo o que passou e aonde chegou, qual o sentimento?

LG – Ainda não deu tempo de parar pra pensar... Tem muita coisa a fazer. Temos muitos projetos para 2010. Os anos de 2008 e 2009 nos serviram para concluir a implantação total da REGIONAL FM. Graças a Deus posso dizer hoje que a emissora, finalmente, está instalada, com sede própria, torre, transmissores novos, geradores de energia, móvel... Está tipo Bradesco: completa. Agora em 2010, teremos chances de investir em outros projetos.

MOF - Que dica você daria aos profissionais e estudantes de comunicação para que esses sejam tão bem sucedidos quanto você?

LG - Em primeiro lugar dominar a informática, a internet. É um campo que eu investiria. Buscar uma formação profissional superior, independente desta agressão cometida contra os jornalistas ao extinguir a exigência do diplomo – que acredito, será revertida em breve, porque o Brasil não pode macular a sua história, não pode andar para trás. E uma coisa que cada jovem deve colocar na cabeça é que ninguém começa do topo. Todos nós começamos na base. Tem gente hoje querendo ser Willian Bonner no começo. Tem que Ralar. Mostrar porque é bom e porque merece espaço no mercado. E por fim diria ao jovem profissional pensar, agir e trabalhar completo, ou seja, nada adianta ser um bom profissional, mas ser uma pessoa amargurada, ruim, frágil... Tem que ser completo!

MOF – E a dispita pela a audiência entre a REGIONAL e a BAND?

LG – Acho que esta disputa pela a audiência é valiosa para os ouvintes, que sempre terão emissoras “antenadas” no novo, nas promoções e novos projetos. A REGIONAL era uma nobre rádio desconhecida há quatro anos. Desde sua implantação vem numa crescente incontestável. Os nossos clientes falam por nós. Temos clientes nacionais, estaduais e locais das festas de capelas do interior de Santo Amaro, Águas Mornas, São Pedro e Antônio Carlos, mostrando a verdadeira regionalidade da emissora. Até a vinda da REGIONAL, muita gente boa não falava em Santo Amaro, Palhoça... Agora é chique mandar abraço para ouvinte dessas e outras cidades. Mas nosso objetivo não é derrubar ninguém e nenhum concorrente. O mercado já nos posiciona como uma rádio de ponta e que dá resultados. Isso nos contenta haja visto o pequeno tempo no ar. Nossa audiência é base de um trabalho na programação. Não tem grandes shows. O ouvinte está conosco porque gosta das músicas que tocam . A disputa pela a audiência sempre vai existir e nós da REGIONAL estaremos sempre preparados para garantir o nosso espaço no coração do ouvinte.

 

 

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