A concorrência é sempre bem-vinda. 

Para que o mercado de comunicação se desenvolva, se faz necessário a concorrência. Isso não significa montar empresas apenas para concorrer entre si, mas, por exemplo, criar oportunidades de negócios, geração de empregos, cultura de investimento e hábitos de consumo de mídia.

Em mercados viciados pela mesmice, a aparição de novas empresas, ou o desenvolvimento de novas ações de empresas já existentes, acaba despertando reações pesadas, incoerentes, agressivas e, até mesmo, irracionais por parte daqueles que até então, reinavam solitários em céu de brigadeiro.

Mas o que fazer nessas horas? Não crescer para não incomodar? Pedir licença e perguntar se pode entrar no mercado? Delimitar territórios para não haver “problemas”?

Penso que espaço, em um mercado em crescimento, é o que não falta. Incentivar a aparição de novos parceiros, criar uma relação saudável, desenvolver ações conjuntas em prol do negócio da comunicação, apoiar iniciativas do trade, dando visibilidade as empresas que atuam na indústria da comunicação, podem ser alternativas inteligentes. Ao desenvolver e apoiar ações que culminem com o crescimento de todos os parceiros e empresas do segmento, estamos trabalhando pelo nosso próprio interesse. Quanto mais empresas inteligentes e competentes, o mercado abraçar e incentivar, melhor para o negócio da comunicação.

Não aceitar concorrência por simples reserva de mercado é ser contra o crescimento do nosso negócio. É o mesmo que assumir publicamente que temos medo, que somos incompetentes para manter nosso espaço, que estamos em zona de conforto e não queremos ser incomodados.

Ser inteligente é buscar parceiros inteligentes; é investir no crescimento das nossas empresas; é aceitar que sozinhos não vamos a lugar nenhum; é aceitar que precisamos que o mercado entenda o que fazemos, antes de querer que comprem o que oferecemos; é apresentar propostas coerentes que gerem retorno aos parceiros, e não simplesmente pedir que invistam em nossos negócios para nos “ajudar”; é não se vender para interesses contrários ao mercado por precisar faturar; é construir junto com os concorrentes um mercado desejado para que todos tenham sua parte ao final.

Monteiro Lobato disse, “Um país se faz com homens e livros”. Penso que um mercado de comunicação forte se faz com homens inteligentes em busca de um mesmo ideal. E você, o que pensa?

Luiz Carlos Pereira
luiz@revistamakingof.com.br